a regulação emocional, parte do tratamento

Controlar as emoções é uma atitude vital; se, além disso, nos encontramos em uma situação complicada, como o fato de sofrer de perturbações de comportamento alimentar (TCA), neste caso, a regulação emocional se torna a chave para sair disso

EFE/EPA/Dai Kurokawa

Segunda-feira 10.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

Sexta-feira 07.09.2018

As emoções negativas são uma fonte de sabedoria e nos ensinam que existem determinadas coisas em nossa vida que não são corretas e que você tem que mudar; “Como isso nos é muito difícil e doloroso, preferimos ignorá-las”, afirma Rosa Calvo, psicóloga clínica da Unidade de Doenças de Comportamento Alimentar do Hospital Da Paz, com quem analisar a relação entre as emoções e os distúrbios alimentares; uma premissa relacionada com a forma como percebemos a nossa própria imagem; um estudo realizado por Calvo demonstra esta hipótese.

  • O que é um transtorno de comportamento alimentar?

Trata-Se das modificações que uma pessoa se torna, a partir da infraingesta e estaríamos falando do transtorno de anorexia nervosa, até a sobreingesta e estaríamos falando do transtorno por pouco saudáveis e a obesidade; no nível intermediário estão as pessoas que comem em excesso e, em seguida, é removido.

Cobrimos todo o intervalo de transtornos da conduta alimentar, não só a anorexia e a bulimia nervosa, mas também o transtorno por pouco saudáveis e também a muitos pacientes que não têm uma explicação biológica exclusiva, mas que há estes fatores emocionais subyaciendo ao excesso de comida.

  • Não temos clara a importância de poder controlar as emoções no tratamento dos transtornos alimentares?

Temos que diferenciar entre o que é a alimentação como função nutricional e a alimentação como adição, são dois conceitos diferentes. Observamos uma vacância de todas as emoções negativas; certas pessoas muito vulneráveis utilizam o controle de alimentos e de seu corpo como uma espécie de amaciante de sua existência para contornar resultantes da consciência das emoções.

É mais complicado do que isso; o que faz o cérebro como um mecanismo de sobrevivência, é muito importante destacar que os pacientes têm alterado o sistema de reforço em seu cérebro, não é uma decisão, mas que o cérebro tenta evitar as coisas que nos produzem muita dor.

  • O saber sua origem pode nos dar a solução? Quem é que pode mais?

Sabe-Se que as pessoas que desenvolvem um TCA são extremamente vulneráveis a essas fontes potenciais de dor psicológico e, sobretudo, tem uma característica comum a todas, que é a rigidez cognitiva. Lhes custa muito entender a realidade como algo com certa ambiguidade; procuram sempre a certeza, e não conseguem encarar o erro.

  • A maturidade relativiza as coisas, mas temos doentes com mais de 40 anos…

Não se trata de maturidade de idade, mas de maturidade emocional; muita gente tem 40 anos e um processamento emocional de oito; quando têm um conflito não sabem como enfrentá-lo.

O tema básico aqui é o conceito de resiliência, a capacidade de enfrentar a adversidade; a gente não quer enfrentar a adversidade. A evitação experiencial negativa é a base de todo o transtorno mental.

  • Você tem algo que ver a sobreprotección?

Há duas posições na infância associadas ao desenvolvimento do transtorno alimentar: asobreprotección e a negligência. Quando nos sobreprotegen em excesso não desenvolvemos a capacidade de cuidar e empenhar-nos com nós mesmos; a partir da negligência nos ensinam que o nosso não é importante e não lhe damos atenção.

  • Quais são os fatores emocionais são importantes no tratamento de um TCA?

Desde o começo do início do transtorno, o que se observa é que todos os pacientes , sejam de curta duração, de 1 ou 2 anos de evolução, ou crônicas, o mais essencial é a rejeição a sentir emoções; as consideram como coisa de pessoa fraca ou de pessoa de baixa categoria; quando sentem as negam ou fogem deles. E, de acordo com o distúrbio ocorre outra situação que é chamado de alexitimiae é que os pacientes não sentem a emoção.

  • Qual é o papel da família?

Tem que saber que é uma linguagem, uma forma de dizer algo, um protesto, uma queixa, uma situação de um sofrimento interior enorme. Quando ignoramos as emoções, não só não resolve, mas que as estruturas cerebrais que deveriam descansar quando enfrentamos a emoção continuam ativas e afetam até mesmo para os tecidos do corpo humano.

Não quer dizer que tenha que estar comendo sem controle, mas se o único valor que temos nesta vida, para podermos confrontar com os outros é a imagem corporal, então, que possibilidades temos de não lidar com a alimentação; o drama é onde estão todos os outros valores pelos quais uma pessoa se torna atraente, fascinante, o que se quer e apoia?

Temos que ver a importância que damos à imagem; temos de aceitar o erro, não podemos ser tão obsessivos e entrar limites e aceitar que temos erros e incertezas; não somos os melhores.

  • O importante é o sintoma e há que estar alerta para pedir ajuda profissional.

Você tem que usar o que foi passado para aprender e ver o que nos ensina esta doença como uma família, não como esta doente, tem feito mal, mas como família.

Não falamos de culpa, que aí se perde muito tempo; nessa sociedade que nos colocamos a viver sem refletir o que estamos fazendo e nos entrar em uma espécie de roda giratória absurda, onde o que importa é conseguir bons resultados para o mundo acadêmico, de trabalho, mas nos esquecemos que somos outro hemisfério, o direito, que é a música, a emoção, o corpo, a sensibilidade, a intuição, tudo isso é muito importante integrá-lo e equilibrarlo. Equilíbrio na vida, entre um mundo de exigência e um mundo de bem-estar.

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