a redução de subsídios aos transplantes não afetará os pacientes

O diretor da Organização Nacional de Transplantes (ONT), Rafael Matesanz, assegura que a redução dos subsídios à promoção de transplantes “não vai afetar em nada” para os doentes e acrescenta que a formação continuará fazendo o bem

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Em conferência de imprensa por ocasião de um simpósio sobre o ‘Desenvolvimento do novo decreto sobre transplantes’, Matesanz se referiu dessa forma a redução de 20 por cento, aprovada pelo Ministério da Saúde, os subsídios destinados ao fomento da doação e transplante de órgãos, que ontem publicou o Boletim Oficial do Estado.

Assim, explicou que o que se reduzido, são os subsídios dedicadas à formação de profissionais, “mas em momentos de dificuldades económicas, como os que vive o país, todos nós temos que seguir o cinto e tirar o melhor proveito do que temos”, afirmou o responsável pela GNT.

Os pacientes não ser prejudicados

“Estou seguro de que não vai afetar a realização de transplantes e, claro, não vai afetar em nada para os pacientes”, sublinhou.

Rafael Matesanz recordou que, nos últimos anos, o orçamento era de 2,5 milhões de euros, e que, para 2013, foi reduzida em 20 por cento -2.059.170 euros. “Com esta quantidade podemos continuar a fazer bem tudo o que tínhamos de fazer até agora”, acentuou.

O diretor da GNT sublinhou que o “dado positivo” é que estes subsídios têm se mantido ao longo dos anos e, em 2013, será mantida a 80 por cento da partida.

Manter a formação

Além disso, salientou que no capítulo ” formação de profissionais “é o máximo que se conseguiu, o que temos que fazer é mantê-lo e seguir na mesma linha”.

Matesanz se referiu ao Plano Nacional de Medula óssea, que representa mais de 830 000 euros e recordou que o orçamento da ONT-algo inferior a 4 milhões de euros – foi mantido em relação ao ano passado.

“Assim que, dentro do contexto de escassez que vive todo o país, o orçamento destinado pelos serviços de Saúde neste campo, não só se manteve, mas que aumentou ligeiramente”, explicou.

Também se referiu ao novo decreto sobre transplantes, aprovado no último dia 28 de dezembro, que incorporou à legislação “os últimos avanços técnicos e científicos no campo da doação e o transplante”.

Transplantes renais

É o exemplo do transplante renal de doador vivo, cuja expansão em Portugal necessitava de um tratamento legal específico, devido às novas formas de doação de pessoas que não estão relacionadas nem genética, nem emocionalmente com o receptor, como é o caso do transplante renal cruzado.

No ano passado, a doação renal da vivo cresceu 16 por cento, até atingir os 361 transplantes, enquanto que em 2008 foram realizadas 32 transplantes renais cruzados, 7 deles no que levamos de ano e 6 doações altruístas.

Matesanz indicou que as modalidades de transplante renal de doador vivo constituem 15% do total de transplantes renais, que se realizam em Portugal.

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