A RANM e o Instituto Cervantes vêem o português como língua biomédica

Detalhe de um dos momentos do Fórum/Foto fornecida pela Academia de Medicina

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Neste Fórum participaram mais de 30 palestrantes dos Estados Unidos, Portugal e Espanha, envolvidos no uso do português como língua de comunicação médica.

Também foi apresentado o projecto do “portuguesa Dicionário de termos médicos”, uma obra orientada em colaboração com a Associação latino-Americana de Academias de Medicina (Alanam), que recebeu o apoio da XXV Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Cartagena de Índias (Colômbia), em outubro de 2016.

Balanço do Fórum

O co-diretor do “Dicionário” e acadêmico da RANM, o geneticista José Miguel Garcia Sagredo, que esteve no Fórum de Harvard, explicou a EFEsalud os resultados deste encontro.

“A situação atual da linguagem médico em português não é nada boa. Somos 500 milhões de lusófonos, a segunda maior comunidade de língua materna mais falada do mundo, com uma alta produção científica, sobretudo de Portugal, mas com uma comunicação em linguagem médica nada alta”, avaliou o médico.

Garcia Sagredo coloca o acento na necessidade de reagir rápido na detecção de novas palavras da língua médico técnico e científico em inglês e sua tradução imediata para o português, com um consenso entre os países lusófonos, sem que cada um faça por sua conta.

“A homogeneidade da linguagem médico no mundo hispânico é muito importante”, destaca o acadêmico, que não levanta competir com o inglês, mas sim que o espanhol encontre seu espaço no mundo e se supere a situação atual.

Nesta tarefa, o “Dicionário portuguesa” “é fundamental”, diz este especialista, “o seu caráter normativo nasce para universalizar o idioma espanhol médico”.

Médicos, tradutores, professores de espanhol médico, intérpretes e pesquisadores de diferentes setores relacionados com a saúde mostraram o máximo interesse por esta obra, que, segundo manifestaram durante o encontro, será uma ferramenta indispensável para a comunicação em português no domínio médico.

Vitaminas para o espanhol médico

“O Fórum de Harvard tem sido uma injeção de vitaminas; contou com um grande apoio”, salientou o professor, depois de lembrar que os Estados Unidos da américa é o país onde mais português é falado, depois do México.

Para Garcia Sagredo, consciente do difícil desafio que marcaram nesse encontro, há um duplo desafio: por um lado, a comunicação médico-médico, em ambientes bilingues; e por outro, a comunicação médico-paciente, com o fim de uniformizar a linguagem utilizada com os pacientes, ao relatar o diagnóstico e os tratamentos, entre outros aspectos da relação.

Este Fórum, um projeto impulsionado pelo presidente da RANM, José Poch, destina-se a institucionalizar os encontros com uma frequência regular.

Os trabalhos desenvolveram-se através de quatro sessões com os seguintes temas

  • A linguagem médico em português: situação atual
  • Dicionário portuguesa de termos médicos (DPTM)
  • A didática do espanhol médico
  • A comunicação entre médicos e pacientes, em ambientes bilingues

Este Fórum tem estado patrocinado pela Fundação Ramón Areces e a Fundação AMA, e contou com a colaboração do David Rockefeller Center for Latin American Studies e o centro universitário CIESE.

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