A rainha Letizia pede para lutar contra a mudança climática para melhorar a saúde

A rainha Letizia (c) da Espanha, em seu discurso durante a II Conferência global. EFE/JEREMY LEMPIN

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Letizia, que foi nomeada em 2015 embaixador da FAO para a nutrição, participou, em Paris, na abertura da II Conferência global sobre saúde e mudança climática, de onde lançou aos presentes uma série de perguntas que, a seu juízo, determinarão o futuro.

“Nós temos chegado ao limite do planeta? Será que devemos modificar nossos sistemas alimentares? Você é nossa mentalidade que devemos mudar, o modo em que nos relacionamos com a natureza?”, perguntou a rainha.

E concluiu que “a luta contra a mudança climática pode estar as respostas para todas essas perguntas, que acabei de lançar”.

Depois de lembrar que, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 97% dos gastos com saúde mundial vai para curar doenças, e apenas 3% para preveni-las, Wagner afirmou que “nós somos o que comemos, o que bebemos e o que respiramos”.

“O maior desafio que temos é como alimentar as 9.000 milhões de pessoas que seremos, em pouco tempo e obter o seu bom estado nutricional, o que não é o mesmo que remover a fome, tendo em conta que o clima está mudando e que somos responsáveis por essa mudança”, acrescentou.

Para a rainha, o Acordo de Paris -atingido em dezembro passado na capital francesa, foi, além de um pacto sobre o clima, “um compromisso para melhorar a saúde de todos”, que tem merecido o reconhecimento do prêmio príncipe das Astúrias de Cooperação.

Chamou a atenção para “os mais de 800 milhões de pessoas que passam fome e os 2.000 milhões de afetados pelo excesso de peso e obesidade” para destacar que “todos devemos sentir-nos por causa de um problema (…) que está como nunca antes em nossas mãos”.

Mais investimento na luta contra a mudança climática até 2020

Referiu-Se também aos compromissos assumidos por Portugal no âmbito da União Europeia, especialmente o de duplicar até 2020, a contribuição econômica para lutar contra a mudança climática.

“A posição espanhola é a de continuar transformando o modelo econômico para um ainda mais baixo de emissões de gases de efeito estufa”, disse.

A ministra francesa do Meio Ambiente, Segolene Royal, interveio na sessão de abertura da conferência, para reconhecer a implicação (de a rainha Letizia) no campo da saúde, que é bem conhecida por todos”.

Royal, presidente da COP21 até Marrocos pousada próxima cimeira climática (COP22), assegurou que “o combate contra a mudança climática é por estabelecer relações harmoniosas entre o ser humano e o meio ambiente”.

A saúde e o clima estão indissoluvelmente ligados”, acrescentou a ministra, que detalhou, entre outras consequências, que o aumento da temperatura e as perturbações fisiológicas nas grávidas têm um tamanho menor dos recém-nascidos.

Em uma breve mensagem de vídeo, o secretário-geral, Ban Ki-moon, considerou que o Acordo de Paris “pode melhorar a saúde em todo o mundo”, mas agora você tem que “passar à ação para a prevenção”.

“Até agora, temos concentrado em evitar o impacto da mudança climática), mas a prevenção também serve para salvar vidas”, acrescentou.

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