A Rainha lembre-se que ainda há milhares de doentes sem cuidados paliativos

“Embora não nos criamos, neste país, ainda existem milhares de pessoas que necessitam de cuidados paliativos e que, por diferentes razões, não têm acesso a eles”, salientou hoje a Rainha Letizia no Dia Mundial contra o Cancro, durante a abertura da IV edição do Fórum contra o Cancro da AECC

A Rainha Letizia durante a sua intervenção no fórum organizado pela Associação Espanhola Contra o Câncer (AECC) EFE/Emilio Naranjo

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Dona Letizia foi apresentado o encontro, que também participou o ministro da Saúde, Alfonso Alonso, este ano dedicado a abordar a atenção paliativa e analisar as causas que fazem com que a metade dos doentes de câncer não têm esta funcionalidade.

Em um breve discurso, a Rainha tem incidido sobre aqueles aspectos-chave dos cuidados que recebem os doentes terminais de câncer, desde o problema de “como enfrentar esse medo que se leva desta fase da doença”, até a necessidade de informar “de forma rigorosa” aos pacientes e o seu ambiente, como amigos e familiares.

Também salientou que essa informação deve ser acompanhada de “compreensão, carinho, cuidado” e, “claro, sempre respeitando a opinião do paciente, e escuchándole”.

“É um assunto sério, é um assunto importante, é um assunto delicado que será como sempre tratado com esse otimismo inteligente com a Associação Espanhola Contra o Cancro aborda todos os assuntos”, concluiu dona Letizia, presidente de honra da associação.

A AECC foi organizado o fórum sob o tema “Câncer: tratamento e cuidados para todos e em todos os momentos da doença”.

Seu presidente, Isabel Joaquim, indicou que mais da metade dos pacientes com câncer estão em uma situação avançada da doença em que necessitam de cuidados paliativos.

“Em Portugal há quase 100.000 pessoas nesta situação e nem todos têm garantido o acesso aos cuidados paliativos”, lamentou Oriol, que, sempre se queixando de que os doentes e suas famílias tenham cobertas todas as necessidades, tanto físicas como psicológicas em todo momento.

Foi a negrito, que o acesso a esses cuidados é um direito de todos e não pode estar subordinado a seu lugar de residência.

Além disso, pediu que se respeite a vontade dos doentes a receber tratamento onde quiserem, e disse que 80 por cento dos doentes preferiria fazê-lo em seu domicílio.

“Quando já não se pode curar, há muito por se tratar e cuidar para que o paciente tenha uma vida digna até o final”, tem afirmado.

Abordagem global do tratamento

O ministro da Saúde, Alfonso Alonso, tem-se destacado por sua vez, a importância de promover, dentro da Estratégia de luta Contra o Cancro do Sistema Nacional de Saúde, uma abordagem global do tratamento de pacientes com câncer em todas as fases da doença.

Salientou, também, a necessidade de atender também a família e o ambiente do doente, desde que foi diagnosticada a doença até o momento final da vida e o duelo.

E afirmou que um “grande desafio” da saúde pública, é garantir que todos os tratamentos cheguem a todos os pacientes e resolver o problema da desigualdade, que faz com que um doente tenha “mais ou menos sorte” para receber tratamento em função do lugar onde viva.

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