A psicóloga Silvia Cofres adentra na análise da alegria

O que é a alegria? Você pode aprender a ser alegre? Por que se perde? Como você gerencia? Sobre este sentimento comum, mas não muito estudado fala nos microfones de “O Bisturi” a psicóloga Silvia Cofres

As cinco emoções básicas: alegria, tristeza, medo, raiva e aversão devem estar em equilíbrio. EFE/David Chang

Sexta-feira 06.10.2017

Segunda-feira 05.09.2016

Quarta-feira 15.06.2016

“A alegria é a conexão com a felicidade de estar vivo e o sentimento profundo de viver; a conexão com o que realmente se é, quer e deseja”, diz Silvia Cofres em sua conversa com Ermesenda Fernandes, coordenadora de “O Bisturi”, da rádio EFEsalud.

Você pode classificar a alegria?, pergunta Ermesenda

É muito difícil de classificar, você pode ter diferentes tipos de intensidade, pode-se misturar com outros tipos de emoções que lhe são compatíveis, como o riso, o humor, o amor, o otimismo, e alcança assim graduações sutis, mas sua classificação é difícil, aponta a psicóloga.

Há pessoas que se identifica com o dinheiro, a saúde ou um trabalho maravilhoso, mas na realidade não tem nada que ver com isso. É mais conhecer as necessidades fundamentais de um e a envolver-se, comprometer-se, de lutar por isso, o que não está isento de surgimento de emoções negativas ou dificuldades, expõe Silvia Cofres.

Os seres humanos -prosseguiu – às vezes temos o desejo infantil de envolver nossa vida, na alegria, e não sentir nenhuma outra emoção: nem pena, nem tristeza, nem saudade, nem raiva, mas isso é impossível. Apenas se encontra e reconhece a alegria quando um viveu a sua tristeza. As emoções são contrapostas e estão lá todas juntas.

Alegria e consumo

Para esta psicóloga, a alegria tem “condicionantes externos que nos dizem como devemos obter coisas que nos fariam mais felizes e, na sociedade de consumo em que vivemos, existe a crença de que a alegria é um bem de consumo: devemos estar sempre alegres, eufórico, prontos, nós não podemos sentir emoções negativas, e não é isso, não é isso”, reflete.

“Fala-Se de gerir a raiva ou a tristeza e um pouco de gerir a alegria, que tem sua gestão também, a sua ligação com o conhecimento de si mesmo e das suas verdadeiras necessidades, mais profundas e criativas. Temos não só a necessidade de dinheiro, de trabalho ou de uma relação concreta com uma determinada pessoa, temos necessidade de vínculo, apego, o reconhecimento, a proteção, a dignidade, o estímulo mental, aprendizagem, dar o melhor de nós… e lutar por isso com energia e criatividade”, afirma.

“A criatividade tem muito a ver com a alegria, e também com o jogo, a exploração, a abertura à experiência, não temer a mudança. Viver os momentos difíceis da consciência, como desafio e aprendizagem”, considera.

Por que perdemos a alegria?

As emoções não são nem boas, nem más. Até a pena e a raiva têm a sua função. São sinais e avisos. Não há que negarlas, nem evitar, nem escapar delas, há que se conectar com elas; são indicadores de que você tem que fazer modificações e investigar em nós mesmos, explorar. A alegria é o termostato que indica o bom caminho, diante das dificuldades, um motor e uma motivação, ressalta Silvia Cofres.

As chaves do manejo da alegria são:

  • Conhecer-se a si mesmo, as motivações e necessidades profundas e internas.
  • Aceitar que o mundo está jalonado de emoções, nenhuma é positiva ou negativa em si mesma.
  • Saber e compreender que existem limites. Só quando podemos dizer Não é quando podemos dizer que Sim, realmente. Só quando podemos aceitar que há coisas que não se podem alterar, então sabemos que podemos modificar.

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