A promoção e a educação para a saúde, protagonistas da primeira Cimeira Atlântica

Sob o lema “Respeito com nome próprio” da Universidade Rei Juan Carlos recebe, durante três dias, mais de 100 palestras para fortalecer os laços em matéria de saúde entre Portugal e América, com experiências pessoais em torno do campo educacional, saúde, social e até mesmo da I+D+i

Logotipo do evento. Cedida por Fundadeps.

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Um evento único no mundo acontece a partir desta segunda-feira dia 19 até domingo dia 21, na Faculdade de Saúde da Universidade Rei Juan Carlos: A Cimeira Atlântica de Promoção da Saúde e Educação para a Saúde ( CAPSEpS).

Sobre este cenário, mais de 100 profissionais a respeito do âmbito ibero-americano farão de espelho e fonte de consulta para os profissionais mais jovens relacionados com esta temática.

Maria Sainz, que criou a Fundação de Educação para a Saúde (Fundadeps), avaliou o evento como “único e essencial”. Ela é uma das promotoras desta iniciativa junto aos doutores Carmen Gallardo, da Universidade Rei Juan Carlos, e Hiram V. Ribeiro, da Universidade de Porto Rico.

Sainz também é chefe de serviço de Medicina Preventiva do Hospital Clínico San Carlos e afirma, em nome dos três promotores deste ato que “chegou o momento de valorizar a formação de graduação e pós-graduação relacionada com a área de conhecimento que denominam como “promoção e educação para a saúde dos futuros profissionais de Portugal”.

Já é uma especialidade

De acordo com a doutora, em alguns países como Porto Rico, esta área já é um título acadêmico e também faz parte da escala profissional: “já existe uma associação muito longeva de promotores e educadores para a saúde e acreditamos que é importante que aconteça algo assim em Portugal”.

“Em nosso país temos ausências muito importantes” por que esta é uma oportunidade para fazer uma chamada de atenção para os governos, porque em todos os seus discursos mencionam a promoção da saúde, mas há que exigir que isso esteja realmente presente nas agendas políticas”.

A presidente de honra escolhida foi a secretaria-geral ibero-americana, Rebeca Grynspan, uma mostra da relevância internacional deste evento para os dois lados do Atlântico.

As doenças crônicas, a alimentação, a aids ou drogas serão alguns dos assuntos que serão estudadas, com a ajuda de diferentes oficinas de trabalho.

Educação para a saúde: uma forma de dar mais vida aos anos

Já é um fato que a população vive muitos anos e, por isso, a finalidade não é acrescentar mais anos à vida, mas “mais vida a todos esses anos”. Esse produto final é conseguido, segundo observa Sainz, graças à educação que as pessoas têm com relação a sua saúde.

A criadora de Fundadesp salienta a importância da criação e afianciación dos laços com a américa Latina e coloca o acento na necessidade de adquirir hábitos saudáveis desde a primeira infância.

Este enclave ibero-americano é uma oportunidade também para promover a língua espanhola “porque, na américa do norte, cada vez há mais pessoas que falam português”.

Colombianos, porto-riquenhos, mexicanos, americanos, argentinos, cubanos e portugueses transferem a todos os participantes nesta cimeira suas experiências.

A própria Maria Sainz lhes qualifica como “um elenco muito importante de pessoas que vêm para explicar o que se está a fazer em seus países na área de ensino através da mensagem que lança a Organização Mundial de Saúde (OMS): a de que as universidades sejam promotoras da saúde”.

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