A prevenção, chave-mestra da Saúde Pública

DR. JULHO ANCOCHEA BERMÚDEZ / GREGORIO DO ROSÁRIO / D TAMANHO e C. SÁEZ | Gregorio Do RosarioViernes 09.02.2018

  • Muitas das doenças crônicas que empalidecem a saúde das pessoas podem ser evitadas com hábitos de vida saudável: deixar de fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, comer alimentos de baixo em açúcares e gorduras saturadas, abandonar o sedentarismo e praticar exercício físico diário.
  • O tabagismo está por trás da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e outras 200 patologias, entre as quais destacam-se o câncer de pulmão, de boca, garganta, esôfago ou bexiga, o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral vascular cerebral.
  • As doenças que poderiam ser prevenidas sufocam a sustentabilidade assistencial e financeira dos Sistemas de Saúde públicos.
  • Só em DPOC (em Portugal existem cerca de 2.175.000 casos), 15% dos pacientes diagnosticados consomem 85% dos recursos de saúde, em especial as exacerbações da doença e os consequentes receitas hospitalares.
  • A prevenção de doenças decorrentes de hábitos de vida insalubres deve ser o objetivo político fundamental de qualquer sociedade, como acontece na Região de Múrcia: para 2025, pretende-se que seja um espaço livre de fumo, que os índices de fumantes estejam abaixo de 7,5% da população.
  • As pessoas saudáveis e as doentes respiratórios têm que assumir o risco e o dano que envolvem os diferentes tipos de consumo de tabaco ou de seus sucedâneos: cigarros com filtro e sem filtro, cigarro leves, charutos, cachimbo, mascado, misturado com maconha, cigarros eletrônicos, incluindo o mais recente desenvolvimento de cigarros fumados e Marlboro (iQOS).
  • As mulheres, em especial as meninas e as adolescentes são mais suscetíveis aos efeitos negativos do fumo do tabaco. Começam a fumar antes que as crianças ou os jovens e consomem mais cigarros diariamente. As políticas públicas anti-tabaco e outras drogas, como o álcool, têm que se concentrar mais e melhor as características físicas e psicológicas das meninas.
  • Na Região de Múrcia existem programas inovadores, como o projeto Argos, em que as crianças recebem educação para a saúde em suas salas de aula, enfatizando a prevenção do tabagismo e o alcoolismo, vetores determinantes de um futuro adverso e infeliz.
  • Os profissionais dedicados à Saúde das pessoas, desde os políticos, os médicos e as enfermeiras, passando por jornalistas, não conseguem emitir mensagens suficientemente claros e eficazes contra os fatores de risco das doenças e suas consequências perniciosas.
  • A telemedicina e a hospitalização domiciliar, baseadas em tecnologia e inovação, especialmente em Pneumologia, “demonstraram uma enorme capacidade assistencial, já que aumentam o acompanhamento, os cuidados, a atenção e a monitorização dos pacientes”.

Para finalizar a entrevista, enquadrada na “Cátedra UAM Linde Healthcare Integra” da Universidade Autónoma de Madrid, o doutor Julho Ancochea, feito um pequeno questionário para seu convidado, José Carlos Vicente López, com o fim de valorizar o seu perfil mais humano:

  • Uma canção: “Mediterrâneo”, de Joan Manuel Serrat.
  • Um filme: “O que resta do dia”, drama estrelado por Anthony Hopkins e Emma Thompson.
  • Um livro: “Muitos -responde-. Há muitos livros que me impressionam e que, sem dúvida, me fazem refletir”.
  • Uma cidade para se viver: “Madri”… e se perde por Córdoba (Andaluzia, Espanha).
  • Um personagem: “Winston Churchill. Multifacetado, amplo e contraditório. Sempre o admirei”, diz.
  • Um lema de vida: “Bondade para viver e coragem para agir”.
  • O que te faz feliz: “A conversa com os amigos, a serenidade, um bom livro e a tranquilidade de pensamento e de consciência”.

E o que acontece com nosso time de futebol, o Real Madrid?, -pergunta o pneumologista Da Princesa-: “Que vai tão mal como o Murcia, meu segundo time. Temos que reagir”, conclui.

Para acabar este face a face, em torno de um café e umas pastas de chocolate, nosso pneumologista de referência lembre-se aos seguidores de efesalud que “a docência e a inovação na gestão integral do doente respiratório crónico contribuem para a melhoria da sua qualidade de vida presente e futura”.

“É uma tarefa de tod@s -continua-. É um esforço compartilhado que virá da mão da prevenção, da investigação, da inovação, da humanização e, também, a implantação de novas tecnologias”.

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